ENTREVISTA COM MISS KILLS, RAP ANGOLANO.

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Missy Kills, também conhecida como Mamy, é uma rapper Luso – Angolana, independente, começou sua carreira musical em Lisboa  no ano de 2009.

Deste muito nova já se via,  cantora, com forte influência paternal que é um amante de musica. Ouvinto juntos os discos e vinil  de nomes como Bob Marley, Michael Jackson, Abba, Bonney  M, entre outros.

A poesia era sua paixão é assim desenvolveu a sua habilidade na escrita.

Começou como DJ, e pouco depois como produtora musical, finalmente juntou o ritmo é poesia para ser tornar Rapper.

Inspirando no seu quotidiano, perspectivas e crenças  para suas composições.

Mamy A Miss Skills, conta com 3 videoclipes lançados, com roteirização, produção e corealização de sua autoria, sendo que o último da música Pariah (2016) foi algo completamente diferente do que o público está habituado.

Em 2017 a rapper encontra-se em estúdio, com os rappers Vui Vui e Sandocan na produtora Good Feeling, a preparar o seu próximo single e videoclipe que terão uma sonoridade e imagem nova e refrescante.

Espera ainda conquistar muita coisa a nível da sua carreira, apesar de ser independente sabe estar no caminho certo. Miss Skills para além de compositora é também beatmaker, fotógrafa, cineasta amadora, activista social com várias formações incluindo uma de representação com o actor Eric Santos. Diz-se viciada em música e apaixonada pelas artes.

Os mais atentos já afirmam que ela traz mensagem, qualidade e inovação para o mercado, dizendo que todos devem experimentar ouvi-la e vê-la e constatarem por si próprios.

Segui a entrevista com está  grande artista Angolana.

1 – SE APRESENTE -SE POR FAVOR ?
R – Eu sou a Miss Skills, sou artista mais dedicada ao Rap e a locução mas faço também fotografia e cinema digital.

2 – QUAL O PRIMEIRO CONTATO QUE VC TEVE COM O MUNDO HIP HOP ?
R – O primeiro contacto foi tão inocente que não sabia sequer que estava a entrar em algo maior do que fazia, para uma cultura tão maravilhosa que é o Hip Hop. Aos 11 anos quando me mudei de Luanda para viver em Lisboa comecei a graffitar as ruas com amigos meus e eu simplesmente mais tarde. Só mais tarde aprendi que era um dos pilares do Hip Hop.

3 – QUAIS SÃO AS SUAS INFLUÊNCIAS E QUAIS OS RAPPERS FAVORITOS ?
R – Eu me influencio em tudo que seja boa música, tendo mais amor pela Black Music incluíndo o Rock. Artistas desde Aretha Franklin à Missy Elliott, tendo como favorita a Lauryn Hill (apesar de só ter lançado um álbum mas que me influenciou muito até hoje).

4 – COMO VOÇÊ VE O CENÁRIO DO RAP ANGOLANO ?
R – O Rap Angolano assim como o mundial vem atravessando uma fase de mudança de sonoridade e “estrelas” e como sempre, e sendo algo característico do ser humano, tem havido resistência por parte dos rappers mais antigos e uma nova dinâmica de trabalho por parte dos mais novos. Apesar da temática da nova vaga residir infelizmente no mesmo (depreciação das mulheres, álcool, ego, etc) eles trazem mais quantidade em menos tempo para uma geração faminta de “fast-music” descorando assim da qualidade e perdendo muito a essência de social do verdadeiro rap.

 

 

 


5 – COMO É SER UMA MULHER NUM MEIO PREDOMINATE MASCULINO NO HIP HOP ?
R – Eu digo sempre que é como ser mulher na sociedade. Tens que te impôr, mostrar que tens valor e consegues fazer igual ou melhor aos homens e persistir perante as adversidades.

6 – NA SUA CAMINHADA NO UNIVERSO MUSICAL JÁ CHEGOU A SOFRER ALGUM ATAQUE MACHISTA ?
R – Já sofri sim. Ainda há pouco tempo participei num Cypher com outras rappers e um dos internautas fez questão de comentar “damas não são capazes de fazer Cypher, nunca mais cometam esse erro”. Foi um comentário descabido e desnecessário visto que foi dos Cypher mais assistidos e comentados, passou nas rádios o que é inédito e por exemplo o próprio Emicida postou na sua página do Facebook a recomendar.

7 – O QUE VOÇÊ PENSA QUE FALTA OU VOCÊ ACRESCENTARIA NO RAP ANGOLANO ATUALMENTE ?
R – Actualmente falta mais força de vontade dos rappers, mais visão e estratégias de marketing. Ainda há o conceito de que divulgar é se vender. Falta organizadores de eventos sérios e ambiciosos. Falta o público saber o que é o rap e saber consumi-lo, não se limitando apenas a internet. E a cima de tudo, falta abertura para o rap. Basta o rap ter algum “cheirinho” de intervenção social e é automaticamente boicotado.

8 – VOÇÊ CONHECE ALGUM RAP NACIONAL ?
R – Se por nacional refere-se ao Brasil claro que sim! Eu cresci a ouvir o pioneiro do rap feito em Português o mestre Gabriel Pensador, uma fera do rap brasileiro e lusófono. Fora ele são tantos outros, Negga Giza, o próprio Emicida, D2 e outros tantos. Em 2015 participei no Festival Terra do Rap no Rio de Janeiro à convite do Vinicius Terra e tive a honra de conhecer outros rappers e o grande Dj Caique.

9 – MANDA UM SALVE PARA QUEM VOÇÊ QUISER ?
R – Salve vai para vocês gente maravilhosa do Brasil! Povo amigo e irmão. Vocês têm o movimento Hip Hop mais real, completo e bonito da lusofonia, fiquei encantada. Espero receber muitos convites para ir levar o rap angolano para aí e trocar mais conhecimento e inspirações.

10 – PARA FINALIZAR, COMO DE PRAXE DEIXE A ULTIMA PERGUNTA PARA VOÇÊ DEIXAR SEUS CONTATOS PARA QUE QUISER , ACOMPANHAR SEU TRABALHO ?
R – Muito bem, quero agradecer-te Nego Mário pelo interesse e pela super entrevista. E dizer que podem me encontrar nas redes sociais: Facebook Page: Miss Skills; Instagram: misskills; Twitter: @Miss_Skills; SoundClou: Miss Skills e YouTube: Miss Skills TV. Contactos: mamy.skills@gmail.com e +244 923 698 943.
Beijos e Abraços

 

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