Batalha na Quebrada edição especial- Eliminatória Batom Battle 2017

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Bate papo: Mulher no Hip Hop pode sim!

O machismo esta enraizado na humanidade de modo que vêm sendo passado de geração à geração, e em todas as raças, crenças classes sociais. Na Cultura Hip Hop não é diferente pois nós mulheres passamos por diversas situações de machismo nos 4 elementos artísticos dentro da cultura (dj, mc, breaking, graffiti).

Até mesmo na hora de cumprimentar, onde quando o casal chega em eventos de hip hop o homem logo recebe a saudação dos amigos enquanto que a mulher é ignorada como se fosse invisível. Muitas vezes somos conhecidas como “a mina do fulano de tal”, como se não tivessemos nome, nem identidade…personalidade própria.
Por anos as mulheres no Rap só tinham voz como “backing vocal” e nem eram citadas nas capas de discos ou na história de seus grupos de Rap.

No Graffiti as mulheres não recebem o mesmo prestígio ou reconhecimento que os homens, muitas vezes nem tem seus trabalhos publicados de igual pra igual, embora muitas vêm se destacando pelo compromisso e competência (dom para o graffiti).

No breaking ainda vemos discriminação quanto a mulher (b.girl) nas battles, nas crews, organização de eventos, juri e nas cyphers principalmente,  onde os b.boys se colocam na posição de superioridade e muitas vezes não aceitam a presença feminina na cena. Quanto a mulher DJ, quais os grupos de Rap cujo seu dj é uma mulher? E nos eventos de hip hop quantas djs são convidadas para tocar?
MC (mestre de cerimônia) dos eventos,  quantos são mulheres? E dos grupos de Rap???
As mulheres foram conquistando e ocupando seu espaço dentro da Cultura Hip Hop mas com pouco ou nenhuma ajuda masculina. Quando descidiram não estarem mais na condição de  “bastidoras” partiram pra luta mostrando se impondo sua capacidade e competência sem aceitar quaisquer imposições machista,  e hoje estão batendo de frente diante de insinuações,  piadinhas, agressões física e/ou discurso machista dentro e fora da Cultura Hip Hop, através da conscientização na intenção de mudar essa realidade absurda.

Não podemos mudar esse comportamento machista do dia para a noite, mas podemos através de uma mudança de postura da mulher e  conscientização da sociedade, aos poucos cortar o mal pela raiz.
Pensando nisso o BSB.girls, crew composta especificamente por mulheres, colocou em prática o projeto de um sonho que é a Batom Battle.Evento acontece anualmente em Brasília, foco principal são as mulheres da cultura hip hop em seus 4 elementos artísticos , e tivemos o prazer de fazer essa parceria com a Batalha na Quebrada em Marília, que também surgiu a partir de um mesmo sonho da b.girl Franciele Rocha, cujo foco é a conscientização dos homens em relação ao machismo e a valorização das mulheres dentro da Cultura Hip Hop.

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