Grande mobilização cultural como nunca houve na região do Vale do Aço.

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Em tempos de decadência da filosofia e do caráter, como os que estamos vivendo, ainda há pessoas e organizações coletivas que acreditam na transformação do ser humano. Por meio da transmissão de sentimentos e conhecimento, usando-se da arte e da cultura.

Temos nobres exemplos que estão trabalhando a todo vapor e atraindo a atenção de um número cada vez maior de pessoas, principalmente do público jovem, mas sem restrição de idade.

O coletivo “A Rua Declama” é um desses agentes de transformação social que utiliza-se da poesia como difusor de conhecimento e de ideias revolucionárias. Com realização frequente de sarais poéticos o coletivo abre espaço para quem quer que seja recitar textos, autorais ou não, promovendo a interação de pessoas das mais variadas culturas.

Além do sarau “A Rua Declama”, o coletivo também organiza “Poetry Slam”, este, no entanto, consiste em uma disputa sadia na qual os poetas têm que recitarem textos autorais com restrição de 3 minutos de duração e utilizando-se apenas das expressões vocal e corporal. As recitações são avaliadas por jurados escolhidos aleatoriamente na  plateia e passam para as próximas fases aqueles que recebem as maiores notas.

No último domingo (12/03) ocorreu a sétima edição do “Slam A Rua Declama” tendo como campeão o poeta Mateus Ferreira (Mr. Pig). O campeão dessa edição se classificou para a disputa da eliminatória estadual que seleciona os poetas para a disputa do slam nacional, o que demonstra a repercussão e o alcance do ótimo trabalho feito por esse coletivo.

Sempre presente nos eventos do “A Rua Declama” e componente do coletivo, o projeto “Itinerância Poética” , sob responsabilidade do poeta Guilherme Salgado, leva livros para troca, venda e leitura por todo o Brasil, na Komboteca. Outra prática interessante que sempre está presente nos eventos do coletivo é a venda de lanches de culinária vegana, vegetariana e de pipocas, a “Pipoca Poética”.

Outros coletivos de outra vertente cultural também vêm difundindo cultura e mobilizando grupos de jovens a ocuparem nossos espaços públicos para fomentarem a arte e promoverem a união pacífica, além de lazer alternativo rico de aprendizado.

Dentre estes, estão em evidência, o coletivo “Universidade Urbana” e a “Nufront Produções” que utilizam-se dos elementos da cultura hip hop para reinventarem os meios de lazer e confraternização.

Os coletivos acima organizam eventos de rap, principalmente, nos quais ocorrem a indispensável batalha de mc’s, pocket shows com os artistas locais, apresentações artísticas de DJ’s, dança de rua e graffiti.

Os eventos são sempre promovidos para fins sociais e para arrecadação de capital para ser aplicado nos próprios eventos para a população, como, por exemplo, batalha para arrecadação de brinquedos , para arrecadação de alimentos, para arrecadação de roupas, bingo rap, entre outros.

O “Universidade Urbana” e a “Nufront Produções” são supervisionados, respectivamente, pelo grafiteiro Douglas Fellipe (Dodô) e pelo rapper Luiz Carlos (C2), com a colaboração de diversos indivíduos envolvidos.
Recentemente a “Nufront” promoveu a união de mc’s, beatmakers e produtores da região para se mobilizarem e produzirem a mixtape “Rap Vda”, tudo cedido gratuitamente, mediante a interação dos artistas. Vários eventos privados também estão sendo organizados para promoverem a visibilidade dos artistas locais e arrecadarem fundos de apoio aos promissores emergentes.

Por sua vez, o grafiteiro Dodô expõe seus trabalhos de graffiti e suas pinturas em diversos locais e eventos de arte. Todos os seus trabalhos utilizam-se de temáticas variadas e sua mais recente série de desenhos utilizou-se de personagens de ficção para tecer críticas aos padrões de beleza e estilo que a mídia impõe. Desta forma ele quebra as diferenças entre os indivíduos e dissemina o conceito de igualdade na diversidade.

 

Uma organização que também tem feito um importante papel na cultura hip hop é a “Black Beats Produções e Eventos”, sob responsabilidade do rapper Roniele Kowalski (Catarse 08) e do empreendedor Luiz Franca.

Oriunda de Conselheiro Pena, no Vale do Rio Doce, a “Black Beats Produções e Eventos” organiza eventos culturais na região, tais como, “S.O.S Rio Doce”, “Valeste Rap Music”, a primeira feira literária de Conselheiro Pena, dentre outros, mostrando a leitura como principal agente de crescimento intelectual e cultural e trazendo grandes nomes do rap nacional, como o “Síntese”, que se apresentou no evento para arrecadação de alimentos para as comunidades que dependiam do Rio Doce para sobreviverem.

Além dos coletivos e organizações citadas acima muitas outras fazem o papel de agente de transformação social difundindo valores e conhecimento por meio da cultura e das artes.

O Portal de Cultura Urbana parabeniza e se põe à disposição, sempre, para ser mais um elo nessa corrente que busca a transformação e libertação do ser humano das garras desse sistema opressor.

Porque onde houver cultura nós estaremos presentes.

 

 

 

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